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Atividade Física e Coca-Cola

  • 04/04/2015

É comum entre os praticantes de atividade física de longa duração, o consumo de coca-cola, com a justificativa de ser um repositor de energia num momento de esgotamento. Será mesmo que esta bebida ajuda neste reestabelecimento físico?


É comum entre os praticantes de atividade física de longa duração, o consumo de coca-cola, com a justificativa de ser um repositor de energia num momento de esgotamento. Será mesmo que esta bebida ajuda neste reestabelecimento físico?

Dentre os compostos químicos da coca cola, temos uma alta concentração de açúcares e conservantes, como o ácido fosfórico que é apontado como um grande causador de problemas dentários, que aprisiona o cálcio, o magnésio e o zinco no intestino grosso, provocando também um aumento no metabolismo. Isto faz com que o organismo elimine o cálcio dos ossos pela urina, causando osteoporose.

 

Dose de energia
Com o corpo fatigado, precisando ser hidratado, ao beber o refrigerante, se tem a sensação de conforto pois nos sentimos bem no mesmo instante, pela rápida absorção do açúcar, dando-nos uma impressão de “refeitos”. Porém este bem-estar dura pouco e com a ação diurética perde-se liquidos e o corpo logo necessita de nova reposição. Este refrigerante de sabor altamente palatável proporciona um prazer ímpar, apesar de alguns corredores reclamarem de desconforto gástrico pela ação do gás.

 

Cafeína
Uma latinha de coca-cola contém 34mg de cafeína, enquanto num café espresso pode variar de 45 a 100mg.
Segundo estudos, a cafeína é uma das drogas estimulantes mais utilizadas no mundo. Com uma dosagem pequena, de 2mg por kg de peso corporal, ela já pode aumentar o estado de vigília, diminuíndo a sonolência, aliviando a fadiga, elevando a frequência cardíaca e acelerando o metabolismo. Por isto ela é utilizada por atletas como suplementação, pois tem-se avaliado seu efeito ergogênico, que pode potencializar a performance ao se ingerir a cafeína associada a carboidratos, durante ou após o exercicio fisico de longa duração. Desta forma, há um retardamento na fadiga através de mecanismos controlados pelo sistema nervoso.

Em estudo sobre os efeitos em atletas, a fim de se diminuir a percepção da dor muscular nas pernas em provas de ciclismo, foi evidenciado que doses de 10 mg por kg de peso corporal, 1 hora antes da prova, provocou uma redução na intensidade da dor no quadríceps maior que no grupo que ingeriu 5mg ou placebo.

 

Desidratação e Câimbras
Ao se praticar exercícios físicos de alta intensidade, onde há grande produção de suor, perde-se não só liquidos, mas também sais minerais, como sódio, potássio, cloro e magnésio. Sugere-se que a cada 15/20 minutos haja uma reposição de aproximadamente 200ml de água.

A grande perda de líquido e sais, principalmente sódio, através de suor intenso, pode levar o atleta a perder muitos eletrólitos, causando hiponatremia, que é a diminuição de concentração de sódio no sangue. O surgimento de câimbras generalizadas é um dos primeiros sintomas, além de fadiga excessiva, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vomitos, diarreia, entre outros. Quando estamos desidratados a pele fica com excesso de calor, muito vermelha e a urina mais escura.

Lembrando que bebidas com cafeina, como a Coca-Cola, tem ação diurética, que ajuda na perda de liquidos – desidratação.

De acordo com o Instituto Mineiro de endocrinologia não é indicado esperar a sede surgir, nem mesmo repor a falta de líquidos com bebidas muito doce ou gasosas. O ideal, em caso de exercícios intensos e de longa duração, é manter-se hidratado com volumes médios e constantes de água e bebidas isotônicas que repõe os eletrólitos perdidos. Na falta destas bebidas, recomenda-se ingerir alimentos salgados, em pequenas quantidades, ou fazendo uma preparação de uma colher de chá rasa de sal e uma colher de sopa de açúcar em um litro de água.

Conclui-se, portanto, que deve-se EVITAR beber refrigerantes, principalmente durante esportes de longa duração. Dê preferência à sucos, água de coco e bebidas isotônicas.

Fonte: Caroline Bergerot – Nutrição Clínica

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