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Rota do Descobrimento

  • 06/07/2017

Localizada em Prado e Porto Seguro no Sul da Bahia, a Rota do Descobrimento, que vai de Prado à Santa Cruz de Cabrália, pode ser considerada um paraíso também, tal como Pedro Álvares Cabral e sua esquadra a viram pela primeira vez, em 22 de abril de 1500. Uma das pedaladas mais belas do planeta!


Quase 500 anos depois, o sol continua forte, os nativos sempre hospitaleiros e a paisagem continua a maravilhar quem se aventura pelas trilhas que cruzam esse pedaço do litoral da Bahia.

Localizada em Prado e Porto Seguro no Sul da Bahia, a Rota do Descobrimento, que vai de Prado à Santa Cruz de Cabrália, pode ser considerada um paraíso também, tal como Pedro Álvares Cabral e sua esquadra a viram pela primeira vez, em 22 de abril de 1500. Uma das pedaladas mais belas do planeta!

 

Percurso da Rota do Descobrimento: 120km

 

 

Prado a Cumuruxatiba
33 km - média dificuldade
A pedalada pelas praias do descobrimento começa no município de Prado, no extremo sul da Costa do Descobrimento, onde as caravelas portuguesas se aproximaram pela primeira vez das novas terras . A Vila de Cumuruxatiba, 33 quilômetros ao Norte de Prado e é uma pedalada tão puxada quanto bela. O caminho é todo feito pela estrada de terra que beira a praia, sempre por cima das falésias. A todo instante alternando subidas e descidas e uma paisagem de um mar azul deslumbrante. Na Praia Viçosa, um capricho extra da natureza: um banco de areia branca encimando a falésia. Já na praia do Tororão uma pequena cascata de água doce cai diretamente na praia convidando os ciclistas a um banho refrescante. A partir daí a estrada se afasta do litoral deixando o trecho mais difícil devido ao calor intenso, pois enquanto estamos pedalando ao lado da praia a todo instante uma agradável brisa nos acompanha. Durante o caminho encontraremos alguns bares pelo caminho onde encontramos desde uma tradicional água de coco a um gelado refrigerante.
A Vila de Cumuruxatiba é bastante agradável, uma região paradisíaca de praias semidesertas, enfeitadas por falésias coloridas, bem pequenina e bastante tranqüila.

 

Cumuruxatiba a Corumbau
26 km - média dificuldade p/ fácil
Parte do trecho entre Cumuruxatiba a Corumbau estará pedalando pela praia, onde durante toda viagem precisamos estar atento com o movimento das marés, o ideal é antes de começar a pedalar verificar o horário da maré baixa com algum pescador local. Durante a maré baixa é possível pedalar tranqüilamente pela areia, que fica mais dura. O ideal é nos trechos de praia murchar o pneu.
Este é o mais longo trecho pela praia, realizado em um único dia, 26 km até a Vila de Corumbau. À direita avista-se o imenso mar azul. À esquerda, uma paisagem de coqueiros, mangues e falésias.
As falésias são um espetáculo grandioso. Em tons avermelhados, formam paredões de até 20 metros de altura e que refletem o brilho do sol em cores vivas. Cinco quilômetros de pedaladas pela praia chegamos de frente a uma falésia, desta vez elevando-se como um morrão bem acima do nível do mar. A única maneira é escalar pelo caminho demarcado facilmente identificado. Lá em cima é o momento de aproveitar a bela vista do horizonte marinho e observar a vegetação. Existem dezenas de flores coloridas, entre as quais um tipo de orquídea com minúsculas flores rosas. Seguimos pela trilha em seguida chegamos a uma estrada. A estrada termina na porteira de uma fazenda onde atravessamos e chegamos lá embaixo na Praia do Moreira, com uma pequena e aconchegante enseada em forma de meia-lua, mas de praia bem pedregosa. No alto do morro, tendo o mar à direita, é possível observar o Monte Pascoal à esquerda. É a única oportunidade de ver este que foi o primeiro pedaço do Brasil a ser avistado pela esquadra de Cabral, num ensolarado Domingo de Páscoa. Diz a História que Cabral avistou o Monte Pascoal quando as naus estavam na altura das praias de Prado - mais exatamente, próximas à foz do Rio Caí.
De volta à praia, a foz do Rio Caí é um dos pontos mais bonitos da pedalada - e também um dos pontos de maior importância histórica. Foi nesse lugar que o português Nicolau Coelho desembarcou no dia 23 de abril de 1500 e fez o primeiro contato com os índios pataxós. As naus ficaram em alto-mar, enquanto Coelho, a mando de Cabral, seguiu em um pequeno barco até a praia.
Se a maré estiver alta, é necessário pegar uma carona num barco dos pescadores vizinhos para atravessar o Rio Caí. Logo após o Rio, uma cruz simboliza o descobrimento do Brasil. Seguindo em frente saímos novamente da praia, uns cinco quilômetros depois, quando a praia ficar novamente obstruída. Observe um pouco antes das pedras um caminho por trilha por cima das falésias, um dos trechos mais bonitos do passeio.
De volta a praias seguimos pedalando tranqüilamente até a Ponta de Corumbau.
Há duas versões para o significado de Corumbau, em tupi. Para alguns, a palavra quer dizer "longe de tudo". Para outros, "fim do mundo". De fato, ao se avistar essa ponta de areia (que chega a Ter mais de um quilômetro, na maré baixa) tem se a ilusão de que não existe mais nada no planeta além dela. Só o céu. O vilarejo é o menor da Rota do Descobrimento, um dos mais simples e sem luz elétrica, mas de beleza deslumbrante.
Devido à péssima condição da estrada, este é o único dia em que a van não acompanha o grupo. Nesse dia cada participante deve levar uma pequena bagagem em uma mochila.

 


Corumbau a Caraíva
10 km - difícil
Pela Manhã saímos para um mergulho nos corais (opcional). Por volta de 13 horas seguimos de bicicleta em direção a Caraíva. Atravessamos de canoa o Rio Corumbau , onde a beira do rio , criança indígenas oferecem aos viajantes colares de conchas, artesanato e o transporte para vencer o rio. Devido à areia fofa e bem inclinada este é o trecho mais difícil de toda a rota. Se você estive em ótima forma física até é possível pedalar, desde que os pneus estejam bem murchos, ou o jeito é caminhar até a Aldeia Pataxós, distante cinco quilômetros dali, ou seguir de barco para quem preferir. A entrada da aldeia é facilmente identificada na praia com uma cabana e uma casa ao fundo. Neste trecho fica a faixa da praia do Parque Nacional do Monte Pascoal, mas também a área indígena Barra Velha.
A partir da Aldeia de índios seguimos por uma estrada paralela a praia, que liga os habitantes locais até o Monte Pascoal. A partir da aldeia seguimos Pedalando até ao Rio Caraíva por uma estradinha de terra toda plana. Lá um barco levará o grupo para nosso destino. As bicicletas seguem em uma carroça.
Nascida de um agrupamento de índios e escravos há cerca de 100 anos, o rústico vilarejo de Caraíva ainda conserva o ar simples e ribeirinho do passado, de poucas ruas, todas cobertas de areia e também sem luz elétrica. Outrora, Caraíva foi um dos principais centros de extração e escoamento de madeira, hoje bastante raro na região. Seus habitantes, vivem basicamente da pesca, embora já existam ali pousadas e bares para os aventureiros, com direito até ao forró.


Caraíva a Coruípe
10 km - fácil
Para iniciar a pedalada até Coruípe, atravessamos de canoa o Rio Caraíva, até a praia, do outro lado e seguimos em frente, pedalando pela praia, cinco quilômetros depois a praia termina em uma falésia, onde desviamos à esquerda por cima dela e seguimos por uma trilha. Passamos por um mirante natural onde observamos o mar e a linda paisagem. Logo em seguida chegamos a Coruípe, na praia do espelho, considerada uma das dez praias mais bonitas do Brasil, talvez um dos pontos mais bonitos da viagem.


Coruípe a Trancoso
21 km - média dificuldade
Seguindo em direção a Trancoso, este é o dia com a maior variação de terrenos onde estaremos pedalando: praia, estrada, single tracks. Após a praia do espelho observamos no alto do morro magníficas construções, chamadas de "bangalôs", que pertencem ao Condomínio Outeiro das Brisas. A partir daí seguimos sob os coqueiros que segue paralelo à praia. O caminho é maravilhoso, com uma vegetação intensa de mata atlântica, a trilha parece até que foi feito para as mountain bikes, um paraíso. O que chama a atenção é o show da rica vegetação entre elas as bromélias com suas flores e frutos coloridos. Após várias porteiras a trilha chega a uma estrada de areia branca e nos trechos de lama bem preta. Neste trecho estaremos atravessando diversas fazendas de búfalos. Seguimos à estrada sempre em direção norte, a praia apesar de não estar visível, estará sempre a nossa direita. A estrada de areia branca termina em uma porteira, aonde chegamos a uma estrada de terra mais batida e um pouco mais movimentada. À frente atravessamos uma enorme ponte de madeira sob o Rio do Frade. A proximidade com Trancoso se revela pelo intenso movimento, cheia de pousadas e bares a poucos metros do mar. A vila ainda guarda o charme de quando foi descoberta pelos hippies na década de 70. A aldeia Jesuíta foi fundada no século XVI. Na famosa "Praça do Quadrado" estão conservadas as primeiras construções do povoado, como a igreja de São João erguida pelos jesuítas em 1656e o casario construído pelos missionários portugueses, que permanece intacto, mas agora com outras serventias. Abriga agora bares restaurantes pousadas, tudo isso rodeado com árvores de cacau, tamarindo, jambo e jaca.

 
Trancoso - Arraial d'Ajuda
14 km - fácil
Seguindo em direção a Arraial, atravessamos o Rio Trancoso, que antes de alcançar o mar dá várias voltas formando ilhas e irrigando o mangue de árvores robustas. É talvez o trecho mais fácil de todo o percurso. Sempre pedalando pela praia, este trecho já não é tão deserto como a dos dias anteriores. A todo instante encontramos alguém ou algum bar, aumentando conforme a proximidade de Arraial. Uma das atrações mais encantadoras deste trecho era a Lagoa Azul, que secou misteriosamente.
Arraial d'Ajuda, é um povoado fundado pelos jesuítas em 1549, naquela época uma espécie de ponto de partida para a catequização dos índios da região, hoje conhecida pela agitada vida noturna ao som de forró, lambada e Axé.

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Mais informações:

http://www.sampabikers.com.br/ 

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