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Estrada Real

  • 06/07/2017

A Estrada Real é a maior rota turística do país. São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região.


Em meados do século XVIII já eram muitos os caminhos que conduziam às minas de Minas Gerais, mas também muitos eram os seus descaminhos. Para evitar estes descaminhos a Coroa Portuguesa determinou que o ouro e os diamantes deixassem as terras mineiras apenas por trilhas outorgadas pela realeza, que receberam o nome de Estrada Real.

Inicialmente, o caminho ligava somente a cidade de Paraty às províncias auríferas do interior de Minas, a antiga Villa Rica, hoje Ouro Preto (Caminho Velho). No entanto, a Coroa Portuguesa percebeu a necessidade de um trajeto mais seguro e rápido ao porto do Rio de Janeiro, surgindo então o caminho novo. Ainda no século XVIII, surgiram outras trilhas para exploração dos diamantes – o belo Caminho dos Diamantes.

Cercados de natureza exuberante e por pessoas acolhedoras, hoje estes caminhos levam seus visitantes a conhecer belos atrativos de cada cidade, a cultura, a história e até o passo a passo daquele maravilhoso pão de queijo servido com um delicioso café quentinho ao pé do fogão a lenha.

Com 1630 km de extensão, além de sua importância como eixo principal do ciclo do ouro, a Estrada Real exerceu papel fundamental no desenvolvimento político, cultural e socioeconômico do Brasil.

Tamanha riqueza transformou a Estrada Real na maior rota turística do Brasil, que abriga algumas das mais belas paisagens do mundo.

Baixe o mapa com todas as cidades da Estrada Real em alta resolução.

 

 

SINALIZAÇÃO

Nos eixos principais dos caminhos – Velho, Novo, dos Diamantes e Sabarabuçu – estão situados marcos da Estrada Real. Eles estão sempre presentes onde há pontos de bifurcação ou em locais que geram dúvidas ao viajante sobre a continuação da trilha.

 

 

OS CAMINHOS DA ESTRADA REAL

O percurso é composto de quatro caminhos: Caminho Velho, Caminho dos Diamantes, Caminho do Sabarabuçu e Caminho Novo - que surgiram em momentos diferentes do período de exploração das pedras preciosas no Brasil.

 

Com muitas histórias para contar, o Caminho Velho foi à primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para o tráfego entre o litoral fluminense e a região mineradora.  São localidades que aliam a cultura típica de Minas Gerais, um combinado entre as raízes indígenas, africanas e europeias. Essa riqueza é responsável por atrativos como a arquitetura única de Ouro Preto, a gastronomia reconhecida internacionalmente de Tiradentes, as grandes estâncias hidrominerais do Circuito das Águas e a cultura latente de Paraty.

Os 710 km do Caminho Velho são divididos em 27 planilhas, onde em cada um dos trechos o turista terá a possibilidade de viverem boas experiências.

Dos 710 quilômetros

  • 10% estão asfaltados (75,5 Km)
  • 1,5% de calçamento (10 km)
  • 6% de trilha (38 km)
  • 82,5% são de estrada de terra (586,5 Km)

Trecho de asfalto ou trilha 

  • Ouro Preto - São Bartolomeu = 18 km de trilha 
  • São Bartolomeu – Glaura = 3 km de trilha 
  • Glaura – Cachoeira do Campo = 7,5 Km de asfalto 
  • Cachoeira do Campo – Santo Antônio do Leite = 5 km de asfalto 
  • Pequeri – São Brás do Suaçuí = 3 km de trilha 
  • Casa Grande – Lagoa Dourada = 3 km de trilha 
  • Tiradentes – São João Del-Rei = 10 km de calçamento 
  • São João Del-Rei – São Sebastião da Vitória = 11 km de trilha 
  • Garganta do Embau – Vila do Embau = 10 km de asfalto 
  • Vila do Embau – Guaratinguetá = 7 km de asfalto 
  • Guaratinguetá – Cunha = 22 km de asfalto 
  • Cunha – Paraty = 24 km de asfalto

O turista tem que ficar muito atento no campo de observações das planilhas, principalmente nos trechos de trilha, onde ele terá informações do estado da trilha e a possibilidade de faze lá, como por exemplo, se tem como percorrê-la com alforje, além de informações de como é possível evitá-las. Dentre as trilhas de grande dificuldade é entre Ouro Preto – São Bartolomeu.

Para quem vai percorrer no sentido Ouro Preto a Paraty terá a altimetria a seu favor, pois ela sai de 1.200 metros para o nível do mar. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 320 km, sendo as mais marcantes entre Capela do Saco a Carrancas e Guaratinguetá a Cunha. Boa parte dos percursos existe poucas opções com áreas sombreadas, principalmente entre São João Del Rei a Cruzília.

Para quem vai percorrer no sentido Paraty a Ouro Preto terá a altimetria como inimigo, pois ela sai do nível do mar para 1.200 em Ouro Preto. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 319 km, sendo as mais marcantes entre Paraty a Cunha, Vila do Embau a Passa Quatro e São Bartolomeu a Ouro Preto. 

Dos 710 km  do caminho,  320 são subidas e descidas, ir de Ouro Preto a Paraty exige menos esforço físico do que o caminho contrário.

Durante os 710 km do Caminho Velho o turista terá a possibilidade de viver boas experiências.

Alguns atrativos imperdíveis

  • Basílica Nossa Senhora do Matosinho em Congonhas
  • Cachoeira da Fumaça e da Zilda em Carrancas
  • Artesanato de Bichinhos e as Cerâmicas Naboriganas de Cunha
  • Parque das Águas de Caxambu e São Lourenço
  • Passeio de Maria Fumaça de Tiradentes/ São João Del Rei e Ouro Preto/Mariana

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O Caminho dos Diamantes passou a ter grande importância a partir de 1729, quando as pedras preciosas de Diamantina ganharam destaque nas economias brasileira e portuguesa. Além da história de seus municípios, da cultura latente e da gastronomia típica, o Caminho dos Diamantes destaca-se pela beleza natural.

Atrativos que somam aventura, natureza, história e cultura dão o tom das viagens pelo Caminho dos Diamantes da Estrada Real.  O viajante percorre 395 quilômetros divididos em 18 planilhas na companhia da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e de suas paisagens exuberantes.

Para quem percorre o caminho dos Diamantes no sentido Diamantina – Ouro Preto  178,3 Km serão entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é a do trecho entre Itapanhoacanga a Santo Antônio do Norte, mas como um todo o nível de exigência física é menor.  Boa parte dos percursos existe poucas opções com áreas sombreadas, principalmente entre Diamantina a Bom Jesus do Amparo.

Para quem percorre no sentido Ouro Preto - Diamantina dos 395 km 173,3 Km oscila entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é entre Santo Antônio do Norte a Itapanhoacanga  e Serro a Diamantina, mas como um todo o nível de exigência é maior física é maior.

 

Dos 395 quilômetros

  • 26 % estão asfaltados (105,9 km)
  • 0,5 % de trilha(2 km)
  • 73,5% é de estrada de terra (289 km)

Trechos que tem asfalto ou trilha 

  • São Gonçalo do Rio das Pedras – Milho Verde – Serro = 30,6 Km em asfalto
  • Serro – Alvorada de Minas = 18,8 Km de asfalto 
  • Tapera - Conceição do Mato Dentro = 10 Km de asfalto 
  • Itambé do Mato Dentro - Senhora do Carmo = 15,2 km de asfalto  
  • Ipoema – Bom Jesus do Amparo = 13 km de asfaltado 
  • Bom Jesus do Amparo - Cocais = 7 km de asfaltado 
  • Santa Bárbara - Catas Altas= 2 km de trilha
  • Mariana – Ouro Preto = 11,3 Km de asfalto

Alguns atrativos imperdíveis

  • Cachoeira do Tabuleiro com 273 metros
  • Caminhos dos Escravos em Diamantina
  • Santuário do Caraça
  • Parque Nacional da Serra do Cipó
  • Sitio Arqueológico da Pedra Pintada

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Há cerca de trezentos anos, as serras íngremes do trecho, cortadas por cursos d’água como o rio das Velhas, eram vistas como verdadeiros tesouros, onde seria possível achar ouro e outras pedras preciosas. Essa crença se devia ao brilho que a atual Serra da Piedade (antigo Pico de Sabarabuçu) tem. O que os bandeirantes imaginavam ser ouro é, na verdade, o minério de ferro do topo da montanha, que reflete a luz do sol. Para chegar até a serra que reluzia, esses viajantes buscaram uma rota alternativa entre Ouro Preto, no Caminho Velho, e Barão de Cocais, no Caminho dos Diamantes. Foi aí que surgiu o Caminho de Sabarabuçu. O caminho segue margeando o rio das Velhas e tem a Serra da Piedade, do alto dos seus 1.762 metros, como um dos atrativos. Além da mítica história da serra que reluz, ela servia também como referência de localização para a chegada às minas a partir de Raposos, Sabará e Caeté.

Os 160 km do Caminho de Sabarabuçu estão divididas em 6 trechos, onde cada um dos trechos guarda atrativos turísticos que vão do turismo natural ao histórico, cultural e religioso – são dezenas de igrejas e festas populares.

Dos 160 quilômetros

  • 22,5% são de trilha (36 km)
  • 82% são de estrada de terra  (124 km)

Trechos que tem trilhas

  • Morro Vermelho - Sabará = 20 km de trilha
  • Sabará – Raposos = 3 km de trilha
  • Raposos – Honório Bicalho = 13 km de trilha

O turista tem que ficar muito atento no campo de observações das planilhas, principalmente nos trechos de trilha, onde ele terá informações do estado da trilha e a possibilidade de faze lá, como por exemplo, se tem como percorrê-la com alforje, além de informações de como é possível evitá-las. Dentre as trilhas de grande dificuldade é entre Morro Vermelho a Sabará.

Para quem percorre o caminho do Sabarabuçu no sentido Cocais – Glaura subirá um total de 77 km oscilando entre subidas curtas e longas, sendo uma das mais longas é a do trecho entre Cocais a Glaura.  Boa parte tem opções com áreas sombreadas, exceto entre o trecho Rio Acima a Glaura.

Para quem percorre no sentido Glaura a Cocais dos 160 km 76 km oscila entre subidas curtas e longas.

Os 160 km do Caminho de Sabarabuçu  guarda atrativos turísticos que vão do turismo natural ao histórico, cultural e religioso – são dezenas de igrejas e festas populares.

Alguns atrativos imperdíveis

  • Igreja do Ó em Sabará
  • Santuário Nossa Senhora da Piedade em Caeté
  • As cachoeiras de Rio Acima 

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O Caminho Novo é o mais jovem da Estrada Real. Sua criação começou a ser definida em 1698, mas foi entre 1722 e 1725 que a rota estava finalmente definida. Repleto de atrativos turísticos, ele guarda dezenas de vestígios da época mineradora, um verdadeiro convite para o viajante. Aberto para ser alternativa mais rápida e fácil ao Caminho Velho, o Caminho Novo guarda para os turistas uma série de elementos da época das bandeiras e das primeiras explorações do território. São túneis, chafarizes e fazendas, hoje transformadas em confortáveis meios de hospedagem, que resgatam construções e costumes dos séculos XVIII e XIX.

Os 515 km do Caminho Novo são divididos em 18 planilhas, onde em cada um dos trechos ao reserva ao viajante possibilidades de turismo que aliam atrativos naturais e culturais: um prato cheio para aguçar a criatividade de quem viaja por conta própria!

Dos 515 quilômetros

  • 32% estão asfaltados (166 km)
  • 5% de trilha (25 km)
  • 63% são de estrada de terra (324 km) 

Trechos que tem asfalto ou trilha

  • Ouro Preto – Lavras Novas = 17 km de trilha 
  • Lavras Novas – Chapada = 5 km de trilha 
  • Itatiaia – Ouro Branco = 5 km de asfalto  
  • Ouro Branco – Conselheiro Lafaiete = 7 km de asfalto  
  • Barbacena – Antônio Carlos = 8 km de asfalto  
  • Santos Dumont – Ewbank da Câmara = 3 km de trilha Ewbank da Câmara – Matias Barbosa = 25 km de asfalto  
  • Matias Barbosa – Simão Pereira – Monte Serrat = 24 km de asfalto 
  • Secretário – Pedro do Rio – Petrópolis = 34 km de asfalto  
  • Petrópolis – Porto Estrela = 31 km de calçamento e asfalto 

Importante não deixe de ficar atento na planilha no trecho entre Ewbank da Câmara a Juiz de Fora, pois devido a uma porteira fechada por cadeado, a planilha está indica outro caminho. Como nos campos de observações das planilhas, principalmente nos trechos de trilha, onde ele terá informações do estado da trilha e a possibilidade de faze lá, como por exemplo, se tem como percorrê-la com alforje, além de informações de como é possível evitá-las.

Nos trechos de asfalto, principalmente quando chega no estado do Rio de Janeiro, muita atenção, pois na maioria das rodovias não tem acostamento.

Para quem vai percorrer no sentido Ouro Preto a Porto Estrela terá a altimetria a seu favor, pois ela sai de 1.200 metros para o nível do mar. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 223 km, sendo as mais marcantes entre Secretário a Petrópolis.  Boa parte dos percursos tem opções com áreas sombreadas.

Para quem vai percorrer no sentido Porto Estrela a Ouro Preto terá a altimetria como inimigo, pois ela sai do nível do mar para 1.200 em Ouro Preto. Mesmo assim o percurso todo oscila com subidas curtas e longas, num total de 238 km.

 

Os 515 km do Caminho Novo reservam ao viajante possibilidade de turismo que aliam atrativos naturais e culturais: um prato cheio para aguçar a criatividade de quem viaja por conta própria!

Alguns atrativos imperdíveis

  • Fazendas históricas de Santana dos Montes
  • Parque Estadual do Ibitipoca, Itacolomi e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos.
  • Museu Imperial em Petrópolis

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DICAS

O QUE LEVAR

  • Lanche e água para o dia de pedalada, caminhada e cavalgada.
  • Agasalhos, principalmente no inverno.
  • Capa de chuva, principalmente entre setembro a março. Leve, também, capa para sua mochila em épocas de chuva.
  • Capacetes para os cicloturistas e cavaleiros.
  • Equipamento reserva para a bicicleta
  • Recipientes de água.
  • Equipe a bicicleta com recipientes de água ou leve mochila de hidratação.
  • Calçado próprio para caminhadas. 
  • Materiais de primeiros socorros. Gaze, bandagens, povidine e micropore.
  • Repelente. 
  • Boné, protetor solar e óculos escuros.
  • Canivete ou faca.


PLANEJE-SE

  • Reserve hotel e pousadas, principalmente em épocas de feriados ou férias escolares.
  • Estude o percurso antes. Uma vez que a Estrada Real não é a ligação mais direta entre as cidades, é aconselhável estudar o roteiro, dia a dia, analisando bem os mapas, planilhas e planos altimétricos.
  • Nível de dificuldade. Não é necessário ser atleta para percorrer a Estrada Real, pois o grau de dificuldade não é muito alto, mas é necessário estar em boa forma física e acostumado a andar várias horas seguidas de bicicleta, caminhando ou cavalgando.
  • Vale a pena fazer os Caminhos com calma aproveitando-os bem. Sugerimos que o cicloturista faça um trecho por dia, percorrendo em média 50 km, o caminhante 15 km por dia e o cavaleiro 30 km por dia.
  • As barrigueiras e os estribos deverão ser reajustados com o cavaleiro já montado, garantido que estejam suficientemente firmes.
    Deixe sempre alguém ciente de sua viagem, locais e horários visitados.
  • O Caminho passa por propriedades privadas. Respeite-as deixando porteiras e cancelas como as encontrou ( abertas ou fechadas).
  • Isto é de responsabilidade individual. Não a delegue a outros; 

CLIMA

O período das chuvas na região da Estrada Real é entre outubro a março, principalmente entre dezembro a janeiro. Como a Estrada Real corta regiões de climas bem diferentes, como o caso do sul de minas, que faz muito frio no inverno ou a região de Diamantina que faz muito calor no verão, é sempre aconselhável planejar bem a data da viagem para levar o vestuário correto. 

TEMPO NECESSÁRIO

Para os viajantes que pretende fazer um dos Caminhos da Estrada Real de uma vez só, com tempo suficiente para curtir as inúmeras opções que a região oferece, o tempo médio para cada caminho é: 

  • Caminho dos Diamantes: Bicicleta: 8 dias / Caminhando: 27 dias / Carro 4x4: 4 dias / Cavalo: 14 dias
  • Caminho Velho: Bicicleta: 15 dias / Caminhando: 48 dias / Carro 4x4: 8 dias / Cavalo: 24 dias
  • Caminho Novo: Bicicleta: 11 dias / Caminhando: 35 dias / Carro 4x4: 6 dias / Cavalo: 18 dias
  • Caminho do Sabarabuçu: Bicicleta: 4 dias / Caminhando: 11 dias / Carro 4x4: 2 dias / Cavalo: 6 dias

Lembrando que essa média é baseada num calculo que cada modalidade faz por dia, usando como padrão uma pessoa que tenha um preparo físico e esteja acostumada a pedalar, caminhar, dirigir ou cavalgar várias horas seguidas. 

O importante é cada viajante moldar a sua viagem de acordo com a sua necessidade e vontade.

 

 

Mais informações nos sites: 

http://www.institutoestradareal.com.br

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