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O melhor da Patagônia em cima de uma bike

  • 13/08/2015

Entre o Chile e a Argentina, uma região selvagem une a vastidão das estepes e montanhas com a imponente beleza dos glaciais. Tem como o navegador Fernão de Magalhães, o descobridor oficial da patagônia.


Por: Paulo de Tarso / Sampa Bikers

 

Entre o Chile e a Argentina, uma região selvagem une a vastidão das estepes e montanhas com a imponente beleza dos glaciais. Tem como o navegador Fernão de Magalhães, o descobridor oficial da patagônia.


A mais antiga versão sobre a origem da palavra "patagônia" se refere ao encontro entre Magalhães e os nativos na margem norte do estreito. Ao ver os grandes pés dos habitantes, cobertos com pele de animal, o capitão teria chamado os nativos de "patagônios", embora não haja registro em português nem em espanhol da palavra "patagão" para se referir a pés grandes. Outra versão, mais recente, aponta a origem da palavra para Pathagon, o cíclope gigante de "Prima Leon", um livro de cavalaria muito popular na Espanha na época de Magalhães.

Vastas planícies, montanhas cercadas por vales e geleiras milenares formam o tripé de um impressionante cenário. Sem aviso prévio, eles despontam rumo ao céu a mais de 3000 metros de altitude, como guardiões rochosos dos mais belos parques nacionais da Patagônia.

Esta é a Patagônia. Pode-se descrevê-la, por exemplo, a partir dos contrastes entre seus elementos. Às vezes eles brigam entre o horizontal e o vertical, outras vezes se diferenciam pelas cores, pelos tons de claro e escuro ou pelo vermelho berrante das flores brotando a poucos passos do azul gelado dos glaciares.

As trilhas entram por vales isolados, cruzam montanhas e revelam a face mais colorida e selvagem da Patagônia. Com suas paisagens, personagens e tradições próprias, a Patagônia mantém a unidade mesmo dividida em duas. A vida selvagem pode ser vista da janela. Pássaros e guanacos são bem-vindos, mas não os perigosos pumas. As cores combinam com o relevo. Se na estepe são esmaecidas, nas montanhas mostram todo o seu esplendor.

O verão é a estação ideal para pedalar na Patagônia. Onde há pedaladas para todos os gostos e estados, físicos e anímicos. Basta fazer uma auto-avaliação das condições e escolher o destino. Nesta época do ano, a região vira um ponto de encontro de ciclo turistas do mundo inteiro.

Por mais desafiadora que possa parecer, a natureza do mundo selvagem das estepes nos é desvelada quando por ela pedalamos. Seus odores e seu ar frio nos inebriam e os animais, tais como lebres, emas e zorritos (raposas), cruzam freqüentemente nosso caminho, aparentemente indo do nada a lugar nenhum, e dão vida ao deserto. Era algo que nos encantava a todo instante!

Muitas e excitantes atividades conformam este convite ao ciclo turista, para que conheçam esta região, onde se integram com a natureza explorando os parques nacionais através de seus territórios virgens; ascensos aos vulcões; banhos termais e passeios pelas praias mais escondidas. É uma infinidade de opções. Escolha uma e pedale em uma das regiões mais fantásticas do planeta.

 

Bariloche

Montanhas brancas de neve, lagos verde, céu azul intenso, flores. A variedade de paisagens destas terras é uma combinação perfeita para pedaladas de todos os tipos e para todos os níveis. Mountain Bike, Cicloturismo ou Speed, tudo isso é possível por lá. Nas ruas, nas estradas ou nas trilhas encontramos muita gente pedalando. Poucos lugares no mundo têm tantas opções para pedalar como em Bariloche. San Carlos de Bariloche está encravada no coração do Parque nacional Nahuel Huapi, fica na Patagônia Argentina, na província de Rio Negro, a 1600 quilômetros da capital Buenos Aires. Perto da Cordilheira dos Andes e da fronteira com Chile, à cidade está a 764 metros do nível do mar, numa área protegida, o Parque Nacional Nahuel Huapi, maior do país é mais antigo da América do Sul. É banhada por um imenso e sinuoso lago também com o nome Nahuel Huapi.

Entre as centenas de opções na região, uma das pedaladas mais maravilhosas é uma trilha que acompanha o Rio Manso. Outra pedalada sensacional é atravessando os lagos rumo ao Chile.

 

Villa la Angostura

Essa vila de arquitetura muito agradável, com os edifícios situados geralmente sobre as praias banhadas pelo Nahuel Huapi. É um lugar da beleza deslumbrante, rodeado por montanhas com uma topografia tipicamente cordilherana, onde três montanhas ou cerros como são chamados se destacam: Bayo, Inacayal e Belverde.

No verão, que a cidade oferece as mais diversas atividades para o turismo como esportes náuticos, pesca, montanhismo, cavalgadas, passeios de jeeep e muita opção para o mountain bike, com as mais diversas opções de trilhas. Lá duas pedaladas são imperdíveis. A mais conhecida é pelo Bosque dos arrayanes e a outra e se desejar maior adrenalina, faça a trilha dos Pedale no Cerro Bayo, uma estação de esqui que vira ponto de mountain bikers no verão. Você sobe até o alto da montanha nas cadeirinhas do teleférico e depois despenca morro abaixo até a cidade.

 

San Martin de Los Andes

Localizado na costa oeste do lago Lacar, San Martin de Los Andes está a 635 metros de altitude. Os 25 mil habitantes desta charmosa vila trabalham silenciosamente para o visitante, que verá a diferença com sua encantadora hospitalidade. O lugar possui uma excelente infra estrutura turística, com todos os níveis de hospedagens e também os mais variados restaurantes. Não deixe de saborear uma “parrilla”.

Bem próximo da cidade é possível pedalar pelas mais variadas trilhas de mountain bike, uma das pedaladas mais legais é até a praia de Quila Quina.

 

Do outro lado da cordilheira, no lado chileno,

Na Terra dos Vulcões

Com a paisagem formada pela bela vista do Vulcão Osorno, contornar de bicicleta o lago Llanquihue é uma viagem de bicicleta das mais maravilhosas da região. Puerto Monnt, Puerto Varas, Ensenada, Puerto Ocatay, Frutillar e de novo em Puerto Varas. Em uma semana é possível pedalar nessa magnífica região. Vale a pena também esquentar os músculos e subir o vulcão osorno até a estação de esqui na montanha do vulcão.

 

Do Chile para Argentina:

Quem curte pedalar na estrada, pode realizar uma sensacional travessia de uns 400 quilômetros todo pelo asfalto até a cidade de Villa Angostura.

Para os Mountain Bikers a dica é percorrer a Trilha do Rio Puelo até El Bolson

De volta a Argentina, mas para o sul do país duas cidades também são bem legais: El Calafate e El Chatem

 

El Calafate

Reserva belezas naturais indescritíveis, um museu natural ao ar livre. Esta é a região dos glaciares.

Vale a pena ficar um dia acampado no Lago Roca e pedalar pelas trilhas locais. E mais legal ainda é pedalar até o Parque Nacional dos Glaciares e se maravilhar com o Glaciar Perito Moreno, sem dúvida, uma das visões mais fantásticas de toda a viagem – talvez de todo o mundo! – e faz jus ao título de patrimônio natural da humanidade concedido pela Unesco. A massa de gelo tem 5 quilômetros de frente e mais 60 metros de altura acima do nível da água e se estende por 35 quilômetros até alcançar as colinas dos Andes. Essa fabulosa massa compacta de gelo, formada há 20 000 anos, escorre pelas montanhas até poucos metros da floresta. E Todo dia o gelo avança 5 metros sobre as corredeiras, fazendo despencar placas enormes, num espetáculo grandioso e ensurdecedor. É difícil de conter exclamações de assombro.

 

El Chatén

El Chaltén, no setor norte do parque dos Glaciares. Conhecida também como cidade nacional do trekking, El Chaltén está muito bem localizada em meio a uma paisagem montanhosa, de tirar o fôlego, onde se destacam os imponentes picos do Cerro Torre e Fitz Roy. De lá, também é possível vislumbrar uma série de glaciares pequenos, tipicamente periféricos ou de montanha. Esta pequena cidade foi fundada em 1985, sendo a mais jovem cidade da Argentina, e vem se consolidando como base operacional e de serviços para caminhadas, expedições de escaladores e turistas de toda parte do planeta. Com 300 habitantes, a simpática cidade possui uma excelente infra-estrutura para o turismo, com boas opções de hospedagem e alimentação.

A pedalada até o Lago del Desierto é um roteiro perfeito para se fazer de mountain bike, pois possui tudo aquilo que faz um passeio inesquecível. É um roteiro completo que permite ver grande parte da beleza da região.

 

Voltando para o Chile

Punta Arenas: Localiza-se na província de Magalhães, cujo centro nervoso é Punta Arenas. É uma reserva mundial de encantos em pouco mais de 130 mil quilômetros quadrados, cercados pelo Pacífico a oeste, entremeados por incontáveis canais e fiordes e marcado geograficamente, do lado leste, pela fronteira com a Patagônia Argentina, logo ali, a pouco menos de 200 quilômetros de Punta, pelo Passo de Integração Austral.

Do outro lado do estreito de Magalhães está a Terra do Fogo é a porta de entrada para uma pedalada até o fim do mundo, até a cidade mais austral do planeta, Ushuaia. São aproximadamente 600 quilômetros, em meio aos Pampas e muito vento, pela região conhecida como Terra do Fogo, uma ilha de 66 mil quilômetros quadrados, chamados de Isla Grande de Tierra Del Fuego. Cercada por dezenas de ilhas menores que desenham um confuso e emanharado de canais e fiordes.

Também de Punta Arenas, Há 254 quilômetros, está a pequena e pacata cidade de Puerto Natales, caiu nas graças dos estrangeiros e vem se transformando no coração do turismo patagônico desse país. É a porta de entrada para o Parque Nacional de Torres Del Paine. Uma pedalada até esse impressionante maciço é marcada pelos fortes ventos, uma constante em toda a Patagônia. São 130 quilômetros distante dos paredões mais fantásticos que eu já vi. Já no Parque Nacional de Torres Del Paine, nem todos os locais a bicicleta é permitida, mas uma pedalada que não pode faltar é até o Lago Azul. Se puder fique acampado por lá e explore a trilhas do local. São inesquecíveis.

Pedalar na Patagônia é possível perceber que, se a Terra é circular, sem início nem fim, ao menos o mundo, como construção dos homens, delimita suas margens. São lugares em que a natureza se endurece até a hostilidade: mais que um objeto de contemplação, torna-se um poder universal oposto à independência humana e, por isso mesmo, um severo desafio.

O clima árido e o frio era um alerta de que não podíamos deixar de beber água, pois desidratar é coisa comum quando se pedala na Patagônia.

 

Melhor época – janeiro e fevereiro.

O que levar – Na Patagônia é normal fazer as quatro estações do ano em um único dia. Roupas impermeáveis são itens imprescindíveis. Assim como óculos de sol, forte protetor solar (lembre-se que nesta latitude está o buraco da camada de ozônio) e casacos corta vento

Quem Leva: O Sampa Bikers (www.sampabikers.com.br) realiza ciclo viagens na região. As viagens acontecem sempre nos meses de Janeiro a março, durante o verão.

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