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Trek quer expandir no Brasil com bikes de até R$ 15 mil

  • 24/11/2017

Catálogo da marca tem 126 modelos de bicicletas no site brasileiro


A Trek aposta em bikes de até R$ 15 mil para avançar no mercado brasileiro. A marca que nasceu em um paiol na cidade de Waterloo, no estado de Wisconsin, é líder do mercado norte-americano de bicicletas e desde 2013 tem uma filial no Brasil, numa operação enxuta com apenas 15 funcionários. Segundo a empresa, metade das bicicletas vendidas em nosso País custa abaixo deste valor e é neste limiar de preço que a Trek tem seu foco.

O Bikemagazine conferiu o lançamento da linha 2018 em um hotel em Itu (SP). O evento reuniu jornalistas da mídia especializada e contou com a presença de Maureen Muldoon, a diretora de negócios internacionais da Trek com 25 anos de casa, e também do engenheiro e designer de bicicletas Alex Loy.

Sem o esnobismo e a arrogância típica de outras marcas norte-americanas, o que se viu foi pé no chão e muita simpatia.

Além dos produtos Trek, o evento apresentou também 108 novos produtos da Bontrager, marca que pertence à Trek. Aliás, a empresa é dona das marcas Electra, Gary Fischer, Diamant, Klein e Le Mond.

NOVO PREÇO

“Se a velocidade de mudanças externa é maior que a velocidade de mudança interna, o fim está próximo.” A frase do CEO da General Electric Jack Welch abriu a apresentação com Maureen Muldoon no comando. A empresa se mostra otimista em relação ao mercado do Brasil. “O mercado brasileiro não é homogêneo. No fim, 2017 não vai ser um ano ruim, vai ser um ano ok. A marca tem potencial de crescimento no Brasil”, disse um executivo.

A verdade é que a Trek se adaptou ao mercado brasileiro e aos desafios da pior crise política e econômica de nossa história recente. Nesta adaptação, a empresa reviu a política de preços, com reduções de preços que chegam a R$ 6 mil em alguns modelos de alta gama. A verdade é que há bikes para todos os bolsos. Do modelo de entrada Marlin 4, de R$ 1.999, até as top de linha, que beira os R$ 60 mil.

“Não foi só redução de preços. A nossa linha tem agora uma melhor composição de componentes, com melhor custo-benefício em relação à concorrência e em relação à linha anterior”, afirmou Rafael Niro, o gerente de marketing  bastante cuidadoso na hora de revelar preço dos modelos 2018. “Temos que ficar atento e não dar munição à concorrência”, disse.

No mesmo final de semana, o hotel em Itu recebeu a visita de lojistas, que conheceram a linha 2018 e encaminharam os pedidos de compra.

ONLINE
De acordo com a Trek, o mountain bike representa 60%-65% de nosso mercado de bicicletas, a grande maioria hard tail. Nos Estados Unidos, as vendas de bicicletas de estrada com freios a disco já representam 23% naquele mercado. “O público feminino também não foi esquecido por nós. Números apontam que as mulheres já são 40% dos inscritos no L’Étape Brasil na categoria de média distância”, disse Luis Felipe Praça, executivo da empresa.

Apesar de estar presente em mais de 120 pontos de venda no Brasil, a Trek foi uma das primeiras a entrar de cabeça no mercado online. O pioneirismo do Project One (serviço customização online de alguns modelos top de linha) já colhe seus frutos e no Brasil pelo menos uma bike é vendida pelo sistema por semana. Nada mal para um produto de alta gama.

O site norte-americano da Trek recebe 32 milhões de visitas por ano e direciona 2 milhões de consumidores para as lojas.

“O cliente gasta tempo na internet, estuda antes de comprar. Estamos sempre de olho na relação entre tráfego e vendas”, revelou Luis Felipe. No Brasil, o site www.trekbikes.com/br/pt_BR tem 126 modelos de bicicletas, fora uma extensa linha de componentes, acessórios e vestuário.

LANÇAMENTOS


 

O futuro está sempre no alvo e o  departamento de pesquisa e desenvolvimento trabalha sempre dois anos e meio à frente de nosso tempo. Portanto, neste exato momento, a Trek já pensa e prepara os lançamentos de 2021.

Entre as estradeiras, o lançamento principal foi a nova geração da Émonda, que em 2014 surpreendeu o mundo com a estradeira de linha mais leve do mundo na época.

A nova Émonda tem quadro de carbono OCLV série 700 50 gramas mais leve (pesa 640g para o tamanho 56 e geometria H1) e ganhou a opção de disco, com quadro de 665 gramas. Além de superleve, o novo quadro ficou também mais rígido e aceita pneus de até 28mm, que garante mais versatilidade à bike e permite ao ciclista se aventurar em novos terrenos.

A Émonda SLR será vendida no Brasil nos modelos SLR 8 e SLR 6 (geometria H2) e SLR 6 Disc. A Émonda SL (carbono OCLV de série 500) será vendia nas versões SL7, SL6, SL5 e a feminina SL5 Women.

A linha Émonda SLR perdeu o modelo mais top, a SLR 10 que custava US$ 17 mil nos EUA e era de baixo peso, com apenas 4,65kg. Veja reportagem

“A SLR 10 era tão leve que usávamos componentes de fornecedores europeus – como a alemã Tune – e isto por vezes gerava complicações com a garantia”, contou o americano Alex Loy.

A Madone 9.0 foi redesenhada e custa R$ 6 mil a menos, por conta da substituição do guidão integrado por mesa e guidão tradicionais. “Isto dá mais liberdade ao ciclista escolher o modelo e o tamanho que ele quiser”, disse Luis Felipe.

Os modelos mountain bike também trouxeram mudanças importantes. A Superfly, por exemplo, mudou de nome. A bike usada pelo campeão Ricardo Pscheidt agora se chama Procaliber e ganhou uma versão em alumínio, eixo de 148mm e tecnologia Isospeed que garante até quatro vezes mais conforto, segundo a empresa.

As elétricas também estão no radar da Trek com o modelo Powerfly, com motorização Bosch e assistência técnica no Brasil. São dois modelos uma hard tail e outra full suspension, com bateria de longa duração.

As bikes TT, de crono e triathlon, não sofreram alterações. “É difícil de melhorar o que já é muito bom”, completou Luis Felipe.

BONTRAGER

A empresa também mostrou 108 novos produtos da Bontrager, marca fundada em 1980 por Keith Bontrager, na cidade de Santa Cruz, na Califórnia, e que pertence à Trek desde 1995.

A segurança do ciclista é uma preocupação da marca. Na apresentação, a empresa lembrou a a morte do ciclista italiano Michele Scarponi (Astana), morto por atropelamento em um treino tranquilo, perto de sua casa na Itália. “80% dos acidentes com ciclistas acontecem durante o dia”, alertou Luis Felipe.

A Bontrager é uma das pioneiras nas luzes (dianteiras e traseiras) que emitem um flash de alta intensidade e que podem ser vistas até 2km de distância. Mas não é só luzes que fazem a Bontrager. A marca oferece uma vasta linha de componentes, equipamentos e vestuário. São pneus, rodas, selins, suportes de caramanhola, componentes fixos (mesa, guidão e canote), capacete, luvas, sapatilhas e diversos outros itens. Os produtos têm garantia de satisfação e o pode ser devolvido em um período de 30 dias caso o cliente não fique satisfeito.

Os capacetes tem o chamado “Crash Replacement”, que permite a substituição do mesmo em caso de acidente no período de um ano.

PROFISSIONAIS

Todo ciclista da equipe profissional Trek-Segafredo é funcionário da Trek. Com a aposentadoria de Alberto Contador, uma lacuna se abriu e, pelo menos por enquanto, não foi preenchida. Arrumar um substituto à altura do espanhol que venceu duas vezes o Tour e o Giro e três vezes a Volta a Espanha não é tarefa fácil e nem o pessoal do marketing se aventura a dar palpites sobre este tema.

No mountain bike, a equipe profissional Trek Factory Racing XC tem o espanhol Sergio Mantecon, o neozelandês Anton Cooper e a canadense Emily Batty.

Por: Bike Magazine

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