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Bikers encaram desafio até o Pico da Bandeira

  • 21/11/2017

Depois de 170km de Tombos até o Alto do Caparaó, em Minas Gerais, escalada a pé para chegar à 2.892 metros de altitude. Assim bikers riopardenses cumpriram o Caminho da Luz


Com uma bagagem recheada de aventuras e importantes cicloviagens no currículo, como “Caminho da Fé” e “Caminho dos Anjos”, quatro ciclistas rio-pardenses, José Roberto de Carvalho, Luís Ricardo de Andrade, Washington Rueda e Hugo Merli, depois de muito pesquisar, escolheram o próximo desafio que fariam sobre duas rodas...O tão sonhado, “Caminho da Luz”.

Caminho da Luz é uma rota de aproximadamente 170km, que liga o município de Tombos-MG até o Alto Caparaó-MG, região onde reina o maior pico “acessível” do Brasil, o “Pico da Bandeira”, com 2892m de altitude e uma temperatura podendo chegar na casa de -10ºC. Localizado entre os Estados de Minas Gerais e Espirito Santo, o Pico da Bandeira é uma das rotas mais procuradas por peregrinos de todo o Brasil. O Caminho da Luz recebeu esse nome devido aos inúmeros fragmentos de mica e cristais, encontrados por toda sua extensão, que emergem do soloproporcionando-lhe um brilho todo especial.

O início da aventura começou no dia 01/11/17. Os ciclistas saíram de carro, de São José do Rio Pardo, e seguiram por 750km até a cidade de Tombos-MG, marco inicial do Caminho da luz.

Tombos...Sugestivo nome para se começar uma viagem de bicicleta... Por sorte, o nome tem relação com uma enorme queda d`água quase dentro da cidade. A cachoeira de Tombos impressiona pelo enorme volume de água, considerada a 5ª maior em volume de água do país.

Partindo de Tombos, seguiram em direção à cidade de Catuné, onde conheceram a enigmática Gruta da Pedra Santa, com seus encantos, belezas e mistérios...

Dalí seguiram em direção à Carangola, onde concluíram a primeira etapa do percurso e tiveram um merecido descanso. “Os primeiros 93kmforam muito proveitosos! É redundante falar das belezas naturais... O caminho é muito acolhedor e a receptividade que recebemos dos moradores locais foi muito positiva. Isso, sem dúvida alguma, foi essencial para nosso rendimento”, afirma Washington Rueda.

No dia seguinte, seguiram viagem para o município de Alto Caparaó, tendo pelo caminho as belasserras de Caiana e dos Cristais e os jardins floridos, de Espera Feliz. Depois de 70 km pedalados, chegaram ao destino.  A partir desse ponto, começaria a parte mais dura do caminho... A subida a pé até o Pico da Bandeira.

A subida começou no Parque Nacional do Caparaó. Às 18h, os amigos entraram no Parque e seguiram até Tronqueira,que é o 1º ponto de apoio. No local, descansaram, fizeram um lanche e aproveitaram para colocar as roupas de frio, essenciais para a subida devido à baixa temperatura que enfrentariam pela frente. Ficaram ali até às 22h, que é o horário ideal para o início da caminhada noturna.“Partimos para a caminhada e, logo no início, vimos que não seria nadafácil...A inclinação do terreno e a quantidade de pedras soltas pelo caminhoexigiram um esforço ainda maior, mas pouco a pouco fomos superando os obstáculos e depois de 3h chegamos no 2º e ultimo ponto de apoio, o Terreirão. Ali, nos abrigamos em uma casa de pedra onde só existia calor humano para esquentar o frio, que já era quase insuportável”, explica Luís Ricardo.

Exatamente às 02h da manhã, começaram a última e mais dura etapa da subida, tendo sempre como companheira a belíssima lua cheia que dava seu show à parte, refletindo a sombra do Pico da Bandeira ao fundo.“Com 7 km de caminhada, chegamosno ponto mais alto do percurso.Na mesma hora me veio à cabeça a frase de Fernando Pessoa que diz: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. O lugar é mágico e, como recompensa,fomos agraciados com a impetuosa lua cheia ao extremo e o irradiante nascer do sol com suas infinitas cores, transmitindo alegria num tom de agradecimento pela nossa visita”, define José Roberto de Carvalho.

Nossos aventureiros permaneceram no local por aproximadamente 2h. Era impossível suportar o frio por mais tempo...“É inenarrável a sensação que senti durante o período que permaneci naquele maravilhoso e abençoado lugar. Tive a sensação de estar no quintal da casa do nosso Criador! Lindo demais! Faltam palavras para descrever o quão exuberante é”, relata Hugo Merli.

Durante a descida, calados, já com o amanhecer do dia, o quarteto percebeu o quão dificultoso foi a subida... O Pico da Bandeira é propagandeado como o mais alto acessível do Brasil. Mas não se engane, toda montanha merece respeito e com essa não é diferente. Acessível não quer dizer moleza. Os ventos lá em cima são muito fortes e já pegou muita gente experiente desprevenida. 

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