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Capacetes: Novas tecnologias para se ter na cabeça

  • 09/08/2014

Desde meados dos anos 1990, a tecnologia empregada na fabricação de capacetes para ciclismo pouco mudou. Basicamente, o capacete de ciclismo nada mais é do que espuma de poliestireno expandido (EPS) moldado dentro de uma carcaça de policarbonato e concebido para suportar um único grande impacto, após o que deverá ser descartado e substituído.


Desde meados dos anos 1990, a tecnologia empregada na fabricação de capacetes para ciclismo pouco mudou. Basicamente, o capacete de ciclismo nada mais é do que espuma de poliestireno expandido (EPS) moldado dentro de uma carcaça de policarbonato e concebido para suportar um único grande impacto, após o que deverá ser descartado e substituído. 

Mas ao que parece isto está mudando. Fabricantes investem milhões de dólares no desenvolvimento de tecnologias que podem minimizar impactos 60% melhor do que capacetes convencionais. 

Confira abaixo as inovações que deverão surgir nas lojas a partir do próximo ano: 

A. Aerocore 

Desenvolvido a partir de um polímero denominado Koroyd, substitui a espuma de alguns modelos de capacetes da marca Smith. Este material comprime durante o impacto, dispersando a energia cinética para longe da área de contato com uma eficiência 30 por cento melhor que o EPS. 

B. Nitrato de vinil 

Desenvolvido pela Giro, o nitrato de vinil é um tipo de espuma macia originalmente em seu capacete de ski Combyn, que utiliza uma carcaça flexível. O capacete absorve tanto impactos de alta quanto baixa velocidade. Sua carcaça resiste a vários choques sem quebrar, tornando-se o único capacete do mercado que pode ser reutilizado mesmo após um forte impacto. 

C. MIPS 

Utiliza uma montagem tipo sanduíche, separando duas camadas de espuma por uma de plástico. O MIPS (Multidirectional Impact Protection System, ou Sistema de Proteção de Impactos Multidirecionais) é a primeira tecnologia empregada em capacetes de ciclismo direcionada a força rotacional. Isto permite que a carcaça se mova independentemente, absorvendo até 50% da aceleração rotacional. A tecnologia MIPS já está disponível em capacetes das marcas POC, Rossignol, e Scott. 

D. HIP-Tec 

Esta companhia californiana trabalhou em conjunto com a universidade Johns Hopkins para desenvolver um capacete capaz de amortecer as forças causadas por quedas em baixa e alta velocidade, além de impactos rotacionais em até 65%. O sistema utiliza múltipla camadas: Uma carcaça rígida, espuma de EVA de média densidade e EPS de baixa densidade. Capacetes com esta tecnologia deverão estar no mercado a partir de 2014. 

E. Conehead 

Bolsões no formato cônico dentro da espuma de EPS de alta intensidade desmoronam ao impacto, comprimindo espuma macia contida em seu interior para todos os lados. Isto dispersa a energia lateralmente, ao contrário dos capacetes convencionais que o fazem verticalmente. Esta technologia estreará a partir do ano que vem nos capacetes da marca Kali. 

Tecnologia essencial: ICEdot Sensor 

Este aparelho, do tamanho de uma moeda de um real fica acoplado na parte posterior do capacete e sincroniza com o smartphone do usuário. 

Em caso de acidente, a pancada dispara o aplicativo ICEdot, que soa um alarame. Caso não seja desativado, o software envia as coordenadas de GPS do ciclista para um contato de emergência previamente programado. 

Fonte: MTB Brasília

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