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Os cuidados com o quadro de carbono

  • 17/09/2015

O primeiro cuidado é no momento da compra, e isso vale para qualquer quadro. O biker deve escolher corretamente o tamanho, a geometria e levar em conta o uso que vai fazer da bicicleta. Assim, não se deve adquirir uma bike de cross country para fazer downhill, por exemplo.


1- O primeiro cuidado é no momento da compra, e isso vale para qualquer quadro. O biker deve escolher corretamente o tamanho, a geometria e levar em conta o uso que vai fazer da bicicleta. Assim, não se deve adquirir uma bike de cross country para fazer downhill, por exemplo. 

2- Evite fazer modificações no projeto original da bicicleta. Mudanças de componentes podem alterar a relação de forças e criar pontos de tensão. Um quadro projetado para utilizar uma suspensão de 80 mm será submetido a forças bem maiores se receber uma suspensão de 120 mm. Isso vale para outros componentes como mesa, garfo, guidão e canote e para todos os tipos de quadros. 

3- Evite que o quadro tenha contato com produtos derivados de petróleo (benzina, tiner, gasolina, thinner, diesel, querosene, óleos etc). Lave a bike somente com sabão neutro. 

4- Proteja o chain stay do lado direito para evitar que as chicotadas da corrente arranquem o verniz que protege a pintura. Sem o verniz, a fibra de carbono lasca e o óleo da corrente penetra pelas microfissuras e, com o passar do tempo, vai dissolver a resina que aglutina a fibra. 

5- Ao notar uma área descascada ou um risco profundo no quadro, proteja-os imediatamente com esmalte de unha ou até mesmo com um decalque adesivo. 

6- Um dos erros que mais danificam quadros de carbono é o excesso de aperto. Tome cuidado com tudo o que tiver contato com o quadro como gancheiras, blocagens das rodas, suportes de caramanhola, suporte do câmbio dianteiro, braçadeira de canote, aheadset, mesa, guidão e caixa do movimento central (usar torquímetro sempre que possível). A regra geral manda apertar o parafuso até encostar no final da rosca e ir um pouquinho mais. Apertos exagerados provocam tensão no quadro. 

7- Deve-se respeitar a inserção mínima do canote no quadro. O canote de selim deve estar pelo menos 130 mm dentro do quadro, ou pelo menos uma polegada (2,5 cm) abaixo da intersecção do top tube com o tubo de selim. 

8- Jamais utilize um canote de selim fora do diâmetro correto. Não use buchas ou calços para compensar a medida e também não "esmague" o quadro com aperto excessivo para prender o canote. Ambos os casos causam tensões no quadro. O canote não pode ter riscos, em especial na horizontal, para não fragilizá-lo e expor o biker a acidentes. 

9- Por motivo de segurança, alguns componentes de carbono têm que ser do marca consagrada. É o caso de mesa, guidão e do canote de selim. 

10- Não use graxa à base de petróleo e de sabão de lítico, pois atacam o verniz. Veja o item 3 acima. 

11- Em suspensões equipadas com steerers de carbono NÃO se deve usar aranhas (spiders) tradicionais. Suspensões com steerers de carbono devem somente utilizar spiders específicos para essa finalidade. Aperto exagerado na mesa, quando o steerer é de carbono, também vai causar tensão no conjunto. 

12- Garfos de carbono de bicicletas de ciclismo requerem muito cuidado no momento do aperto do aheadset. 

13- Muito cuidado com a quantidade de arruelas espaçadoras (calços) do aheadset. Calços demais alteram a altura e criam pontos de tensão no conjunto suspensão-caixa de direção-quadro. 

14- Utilize somente lubrificantes recomendados pelos fabricantes. Consulte o manual do proprietário ou o site do fabricante para ver se o quadro resiste a um determinado agente químico. 

15- Componentes de fibra de carbono como guidões, mesas e canotes têm vida útil relativamente curta. Verifique no site do fabricante qual a durabilidade do seu componente. Não é raro ouvirmos de guidões e mesas que quebraram sem prévio aviso. 

O PROCESSO DO REPARO 

"O conserto num quadro de carbono tem que ser o mais evasivo possível. O ideal é consertar sem interferir na estrutura do que já existe" 

Para cada tipo de avaria existe uma (ou mais de uma) técnica de reparo. Uma pequena trinca pode consumir até dez horas de trabalho. "Ás vezes demora mais para chegar à conclusão de como fazer do que propriamente fazer o reparo", explica. 

O primeiro passo é avaliar porque ocorreu o problema. O conserto vai obedecer ao projeto original do quadro e da bike para não comprometer a estrutura. "Como sou biker, conheço as forças envolvidas na pedalada." 

Normalmente, o reparo exige a construção de moldes, que são construídos especialmente para aquele reparo. "Não se consegue consertar o mesmo problema do mesmo jeito duas vezes". 

A limpeza do local a ser laminado é o próximo passo. Num ambiente limpo, e usando luvas cirúrgicas, é a vez da aplicação de uma nova fibra de carbono no local afetado. "Uso até oito pares de luva e chego a despender até dez horas de trabalho no processo de laminação". 

O processo de preparação da resina é bastante delicado, pois exige cálculos e uma balança de precisão em décimos de gramas para a mistura. "O material é caro. Para consertar três pequenas trincas eu usei um rolo de 3,5 x 0,70 metros". 

Fonte: Bike Magazine

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